Os 12 Signos de Valentina (Ray Tavares)

Oi pessoal!

No inicio da semana eu trouxe pra vocês a história de Fangirl que nos apresenta o mundo das fanfics e então eu aproveitei a oportunidade e trouxe para vocês algumas informações sobre esse gênero que tem crescido cada vez mais. Dentre essas informações eu mostrei três plataformas que acesso para ler algumas histórias desse tipo (dentre elas o Wattpad que é um meio de publicação gratuita de inúmeros livros). Naquela oportunidade eu lhes disse que essa abordagem era uma introdução para uma série de posts que começariam a aparecer por aqui e hoje eu lhes explico o porquê de toda aquela falação:

O livro da resenha de hoje nasceu como uma história publicada no Wattpad e teve mais de dois milhões de acesso. Dois milhões!! Isso é surreal, não?

 

Infelizmente eu conheço esse história a super pouco tempo e não a acompanhei na internet. Queria muito ter passado por todo o processo de espera dos capítulos, dos momentos de sofrimento e risada junto com todos os outros leitores, poder conversar com eles e comentar a cada atualização e  tudo o mais, mas como disse para vocês eu sou super recente nesse mundo, então só me restou conhecê-lo através do Mochilão da Record e logo me apaixonei pelo enredo.

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Logo que fiquei sabendo que haveria uma tarde de autógrafos aqui em Belo Horizonte, não pensei duas vezes e fui logo me preparando para aproveitar a oportunidade de conhecer a Ray!

Sem mais delongas, vamos à resenha e depois conversamos mais sobre a Ray…

 

 

∴   Edição   ∴

 

Eu preciso começar falando da capa: ela é maravilhosa e tem uma textura muito diferente – eu fiquei o tempo todo na fila do autógrafo passando a mão na capa e, mesmo com medo de acabar estragando meu livro novinho, eu não conseguia me obrigar a parar!!!! Além disso a paleta de cores, o designer e a fonte escolhidas são maravilhosas.

Além disso, ele tem páginas amareladas (♥), ótimo tamanho de fonte, margem e espaçamento e ainda possui vários dos detalhes que eu adoro, tais como balõezinhos para mensagens, fonte diferenciada para e-mails e um designer nas páginas dedicadas aos posts de blog feito nos moldes de abas da internet e cada uma tem um desenho que simboliza o signo em questão. Isso que eu chamo de atenção aos detalhes, não concordam?

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Para deixar esta resenha nos moldes das outras devo repetir alguns dados de publicação: esse lindinho foi publicado pela Galera Record no segundo semestre de 2017.

∴   História   ∴

 

Isadora Mônaco namorou com Lucas por seis anos e acreditava que ele era o amor da sua vida, até que no seu aniversário de 22 anos ela descobre – de maneira pública – que, na verdade, Lucas estava traindo-a com sua amiga da faculdade.  Isso fez com que a garota entrasse em uma depressão onde tudo que ela queria era ficar em casa. Isso durou muitos meses, até o dia em que sua prima e melhor amiga, Marina, resolveu dar um basta na situação e a arrastou até uma balada.

Acontece que, por mais que Marina quisesse ajudar, Isadora ainda não estava pronta – afinal não se tratava de um relacionamento de um mês, estamos falando de seis anos – e a garota acabou bebendo todas e no final da noite estava chorando as pitangas no banheiro para a faxineira da balada. Foi nesse papo que ela descobriu que, na verdade, a culpa por seu relacionamento ter dado errado era dos astros: Isadora era ariana e Lucas um pisciano e isso caracterizava um tremendo inferno astral.

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Isadora, que estava doida para encontrar uma explicação para o fim do namoro, agarrou-se firmemente a isso e, ao descobrir que teria que criar uma página da internet sobre qualquer assunto para seu trabalho de Jornalismo Online, ela resolveu juntar o útil ao agradável e escolheu desenvolver um experimento antropológico e relatar em um blog – sob o pseudônimo de Valentina – suas interações com cada um dos doze signos do zodíaco. Dessa forma então ela se propôs encontrar um homem para cada signo e descrever suas impressões sobre o gatinho em questão. Isso que é dedicação à causa! 😉

Claro que essa é a receita certa para muita confusão e o blog de Isadora vira uma febre. Todos dentro (e fora) da faculdade parecem conhecê-lo e, aquilo que era para ser algo que lhe ajudasse a superar o fim do relacionamento, tomou proporções estratosféricas e mostrou para Isadora que ela era uma mulher independente e incrível que poderia se divertir sozinha e que não precisava de ninguém para completá-la, mas é então que o inesperado acontece: ela se apaixona!

 

 

Falar que eu amei esse livro pode parecer exagerado e suspeito, mas essa é a pura verdade. Foram muitas risadas ao longo de todo o livro. A Ray escreve de uma maneira incrível e que torna a leitura leve e fluida. Ela entrelaça uma história que mostra o amadurecimento e empoderamento de Isadora, nos trás diferentes padrões de relacionamento, aborda a política atual de uma forma única e tudo isso embalado em muito humor. Claro que suas paixões por Harry Potter e How I Met Your Mother não poderiam ficar de fora e diversas referências a essas e outras séries são encontrados aqui e ali – conquistando de vez meu coraçãozinho!

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Desde a metade do livro eu já sabia que o leria mais um milhão de vezes, e não deu outra: tão logo cheguei no fim eu virei o livro e comecei de novo. Não me dando por satisfeita, aproveitei a #MLI2017 para criar um chat sobre o livro na esperança de falar sobre ele e felizmente fui respondida por uma garota super fofa que ajudou a amenizar minha ansiedade! Para completar minha saga do zodíaco ainda tive que correr para um site para ver como era meu mapa astrológico e meus ascendentes, coisa que, mesmo tendo uma fase viciada em astrologia quando era bem mais nova, nunca cheguei a conferir. Ficava sempre no bom e velho horóscopo mesmo.

Com o passar do tempo acabei deixando isso de lado, mas agora a curiosidade voltou com força total e eis o resultado: sou Geminiana do 1º decanato, com ascendente em Libra, Lua em Áries e Mercúrio (e Vênus) também em Gêmeos (o que quer que isso signifique! risos). Já o meu segundo impulso provocado por essa leitura gostosa foi iniciar eu mesma o #ProjetoValentina, pelo simples fato de que parece muito divertido fazer algo assim, mas não é dessa vez que irei compartilhar algo assim com vocês!

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Por fim, mas não menos importante, tenho que dizer duas coisas sobre esse livro: Os 12 Signos de Valentina, além do grande número de leitores, ganhou o prêmio The Wattys de 2016 e possui o melhor book trailer que eu já vi!!!! Ficou curioso? Clique aqui para conferir você também!

Mas e quanto à autora desse livro?? Como eu disse lá em cima, eu tive a honra e o prazer de conhecer a Ray em um evento aqui em BH e ela é muito fofa!! E desde então a acompanho nas redes sociais e, claro, no Whattpad para poder ler todas as histórias dela por lá, que já são oito!

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Ray começou a escrever aos 13 anos criando fanfics de McFly (♥) e desde então não parou mais! Acompanhem vocês também o trabalho dela (clicando aqui). A satisfação é garantida e vocês ainda incentivam o trabalho dela, o que por si só já vale um clique…

Bom, acho que é só isso por enquanto. Agora deixo a palavra para vocês: conhecem essa história incrível?

Nos vemos no próximo post,

 

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Fangirl (Rainbow Rowell)

Oi pessoal!

Este não era o post programado para hoje, mas resolvi antecipá-lo para tratar de um assunto que começará a aparecer um pouco por aqui a partir de agora… Mas primeiro vamos à resenha de Fangirl!

Eu encontrei esse livro por acaso em 2014 e a primeira coisa que me chamou a atenção foi o título, que eu li errado! Ficou confuso? Okay, vou explicar melhor…

Sabe quando você vê o início de uma palavra e pressupõe o resto dela, mas ao mesmo tempo você sabe que está errado? Pois é, sou mestre em fazer isso! Deve ser por isso que sou péssima em forca! E foi exatamente isso que aconteceu com esse livro.

Eu li “fan” e logo pensei em fanfic, mas logo vi que estava enganada. A principio…

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Mas por que essa confusão, vocês devem estar se perguntando. Eu explico: estava conhecendo o mundo das fanfics e estava cada vez mais viciada nisso!  Eu entrei nesse maravilhoso mundo das fanfics em 31 de dezembro de 2013, por meio da minha amiga linda (a Laura). Sim eu sei a data exata. Sou praticamente a louca das datas! Nesse dia eu estava na casa da minha amiga e ela estava gentilmente me fazendo uma lavagem cerebral , me levando para o maravilhoso mundo de suas bandas favoritas e das histórias na internet.

Sério, tudo mudou depois disso! Além de ter um livro sempre na bolsa, passei a ter sempre uma historia aberta no celular. Descobri assim que conseguia ler duas coisas ao mesmo tempo.

Mas voltando à historia do livro: eu estava no Shopping Cidade, esperando justamente pela Laura (que estava mais de uma hora atrasada) e, depois de andar pelo shopping, onde eu fui parar? Na Leitura, é claro!

Juro que só fui até lá por que queria ler o meu livro da vez e todos os bancos do shopping estavam ocupados e eu fui até a Leitura em busca de suas cadeiras confortáveis. Bom… essa foi a desculpa – esfarrapada – que eu usei para me permitir ir até a livraria, mas, uma vez lá, eu não poderia evitar de rodar entre as ilhas e estantes até chegar às poltroninhas. Foi nesse pequeno passeio que vi esse livro e fui logo lendo “fanfic” e pensei: “Olha! Vou mostrar para a Laura!” Mas então eu vi que na verdade era Fangirl.

Nesse momento eu parei para analisar a capa: uma garota com um computador; “romance” escrito na tela; um balãozinho de pensamento… “Opa! Talvez eu não esteja tão errada assim”, pensei, e fui ler a sinopse e vi que o livro era era muito mais do que eu tinha pensado! Fiquei abraçada com ele até Laura chegar e no final é claro que acabei levando ele comigo.

 

 

∴   Edição   ∴

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Fangirl foi publicado em 2014 pela editora Novo Século. A capa – principalmente se comparada com as demais vistas aqui no blog – é bem minimalista, mas não deixa de ser bonita. Adoro a paleta de cores utilizadas (esse verde menta é muito lindo), gosto do destaque para o título (que, afinal, foi o que nos trouxe até aqui) e dos balõezinhos que me lembram minhas amadas revistas em quadrinhos que por tanto tempo me acompanharam.

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As páginas são amareladas, com ótimo tamanho de fonte, espaçamento e margem. Não há nenhum detalhe interno como em alguns dos livros que mostrei aqui, mas cada capitulo é precedido de um pequeno trecho dos livros de Simon Snow ou dos textos escrito pela personagem.

 

 

∴   História   ∴

 

Cath e Wren são gêmeas criadas pelo pai desde que foram abandonadas pela mãe aos oito anos de idade. As duas eram inseparáveis e durante a infância/ adolescência dividiram uma grande paixão: a série de livros Simon Snow. Mas com o início da vida universitária, Wren – a gêmea “socialmente ativa” – decide que quer mais independência e se recusa a ter a irmã – a gêmea “nerd e introvertida” – como colega de quarto.

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Cath então se vê sozinha e fora de sua zona de conforto. Mas ela tem um refúgio: uma fanfic que ela escreve sobre a série de livros.  E não se trata de uma fanfic qualquer, é uma fanfic de sucesso entre os fãs da saga.  Mas será que ela vai conseguir conciliar essa sua paixão com a nova fase de sua vida?

Em meio a estas novas experiências e sua paixão pelo universo de Simon Snow, acompanhamos Cath nessa nova fase da sua vida, acompanhando não só seu amadurecimento pessoal como também sua história como escritora.

Tenho muitos motivos para gostar muito desse livro. São tantos que nem sei por onde começar a falar, por isso acho mais prático enumerar alguns pontos:

1) Durante a leitura do livro percebemos que Simon Snow é, na verdade, Harry Potter, o que já fez meu coraçõzinho bater mais forte;

2) é impossível não me identificar com a Cath, por que:

        a) ela é fã de Harry Potter Simon Snow;

        b) ela vive lendo e relendo a série;

        c) ela procura estar sempre por dentro das novidades desse universo;

       d) ela ama escrever (♥). “Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.”  Juro que só por esse pequeno trecho a sinopse me pegou de jeito;

3) é uma leitura leve e divertida. Perfeita para quem quer relaxar com um bom livro e uma xícara de chocolate quente!

Enfim, esse livro é ótimo (assim como as outras obras de Rainbow Rowell, que são sempre muito elogiados) e quando acabei de ler fiquei louca para saber se a autora tinha algo sobre Simon Snow, mas não encontrei nada. Um tempo depois ela lancou Carry On. Eu pensei que seria a fanfic de Cath, mas até onde eu pesquisei, trata-se do próprio livro contando a história de Simon Snow. Ainda não o li, mas espero fazer isso em breve e, assim que isso acontecer eu conto para vocês o que achei.

 

 

∴   Fanfic   ∴

 

Agora vou mudar ligeiramente de assunto e falar um pouco sobre fanfictions. Para explicar melhor para vocês eu pesquisei mais sobre o assunto e achei o site Liga dos Betas (para conhecer mais clique aqui) que trata do assunto de uma forma bem detalhada:

O termo fanfic se trata de uma abreviação de fan fiction (ou fanfiction), designando a ficção feita por fãs, sem caráter comercial ou lucrativo, a partir de uma determinada história criada por terceiros. As proposições de que parte o escritor (ou ficwriter) para criação de uma fanfic são infinitas, podendo ser a justificativa de um aspecto da história ‘original’; a exploração de alguns personagens dessa trama (geralmente aqueles com os quais o ficwriter mais simpatiza); a alteração de certos acontecimentos e desfechos, dentre infinitas outras. Da mesma forma, o “universo original” que serve de cenário (ou fandom) para uma fanfic pode ser qualquer um e pertencer aos variados âmbitos, como séries de televisão, livros, animes, bandas, novelas…”.

Dessa forma, temos que alguém – um ficwriter, como a Cath – pode escolher uma história e dar a ela sua própria versão, alterando seu desfecho ou rumo dos personagens e/ou explorando um universo de infinitas possibilidades. O ficwriter pode também escolher uma figura conhecida (personagem de livro, ator, integrante de banda ou aquele crush secreto) e criar uma história com ele.

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Assim como são muitas as possibilidades no momento da criação da fanfic, são muitos os lugares em que se pode publicá-la. As plataformas que eu mais acesso são: Fanfic Obsession, Wattpad e Spirit. La vocês podem encontrar histórias incríveis e ainda pode deixar sua própria imaginação rolar solta.

Mas, “para que falar tudo isso? Apenas para explicar um termo que aparece no livro?”, vocês devem estar se perguntando… Muito bem, eu respondo: NÃO!

Bom, não totalmente… Claro que eu explicaria o termo para o caso de alguém não estar familiarizado com ele como eu (até pouco tempo) não estava, mas o motivo de ter separado uma parte do post de hoje para falar desse assunto é na verdade uma introdução, um convite e um incentivo.

Como diria Jack Estripador: vamos por partes!

Aproveitei o assunto abordado no livro para tratar das fanfics aqui no blog pois a partir da próxima resenha este tópico deve aparecer por aqui mais vezes, como disse no inicio do post. Então, para o caso de alguém não saber do que se trata agora não vai ficar perdido quando clicar na próxima resenha.

Além disso quero convidá-los a desbravar esse mundo que está só a alguns cliques de distância. Não importa sua idade, gosto ou ideologia, com certeza existe por aí uma fanfic perfeita para você, seja baseada em seu livro favorito, na série que você ama ou naquela banda que enche sua playlist. Então, queridos leitores, dê você também uma chance a essa infinidade de histórias só esperando uma chance de te conquistar!

Permitam-me um pequeno parêntese: as fanfics são publicadas na internet pelos próprios autores. Alguns destes, talvez pela idade ou falta de experiência, não tem muito critério na hora de divulgar seus trabalhos. Também temos que considerar que, como acontece em qualquer lugar (sobretudo na internet), encontramos coisas muito estranhas, mas existe muita coisa boa que faz tanto sucesso quanto a fanfic de Cath. Portanto, não julgue pelo gênero, não desista da experiência e nem fale mal de todo esse universo se você encontrar algumas “pérolas” pelo caminho, okay?

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Por fim, mas não menos importante, abordo esse tema para fazer um convite a todos vocês que, como eu (e a Cath) são apaixonados por palavras e querem dar vasão a suas próprias histórias! Publicar em uma dessas plataformas (mesmo que seja uma história 100% original e não uma “ficção criada por fã”) é uma excelente maneira de aperfeiçoar sua técnica, desenvolver a habilidade, receber feedback e ainda fazer amigos!

Sei que este post ficou enorme, então se você leu até aqui, muito obrigada! Acho que, no fim das contas, nem saí tanto assim do assunto da resenha, não é?!

Mas agora é a hora de vocês: conhecem Fangirl? E fanfics? São fãs desse tipo de história, ou para você, essa foi a novidade que precisavam para mergulhar de cabeça?

Me digam aqui nos comentários, vou adorar conversar com vocês sobre esse tema!

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